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Tudo demais é sobra

8 jul, 2017

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Quem nunca ouviu aquele velho ditado: tudo demais é sobra? Ou que tudo em excesso faz mal? Ou, pelo menos, já viu em algum lugar a versão mais moderna, “menos é mais”?

Acho que todo mundo, não é mesmo?

Pois bem, eu ouvi isso a vida inteira, mas só um dia desses, procurando modelitos de roupas no Pinterest, ao salvar todos que me agradavam, eu percebi duas coisas: as roupas eram praticamente iguais e da mesma cor e grande parte dos arquivos tinha a palavra “minimalismo”, na descrição. Até então, eu nunca tinha ouvido nem falar sobre isso.

Pesquisa no Google mode on e eis que descobri que o estilo de coisas que eu gostava tinha muitíssimo a ver com esse movimento, que abrange diversas áreas, de decoração à música, passando por estilos de roupa, cinema e todos os outros tipos de arte.

Comecei a ler mais sobre o assunto e a conhecer melhor suas nuances e modo de viver. Cada dia que passava, me identificava mais ainda com o que descobria e tentava colocar em prática o conhecimento adquirido até que recebi de meu marido o apelido de “a louca do minimalismo”. (hahahaha)

Simplificando bastante, minimalismo é abrir mão dos excessos, de tudo aquilo que não se faz necessário para você. É não ser refém do consumismo desenfreado e possuir, conscientemente, tudo o que você sabe que lhe fará bem e trará felicidade e leveza.

É conhecer a si mesmo e deixar de lado aquilo que não acrescenta nada em sua vida. 

Tenho procurado exercer isso, diariamente, e refletir sempre sobre a necessidade de cada escolha, desde as roupas que possuo até a quantidade de canetas que tenho nos potes sobre a mesa. Nem é sempre fácil. Requer aprendizado constante e esforço consciente, mas, por outro lado, está sendo libertador sentir o meu amadurecimento, em cada compra, por exemplo, ao me perguntar: eu realmente preciso disso? Eu necessito disso agora? E se a resposta for negativa, deixar na mesma prateleira que encontrei.

Me sentir menos refém da indústria e de todo esse marketing que nos bombardeia a cada segundo, nos fazendo acreditar que precisamos de coisas que, na verdade, são supérfluas, tem sido revelador e, certamente, um ato de amor comigo mesma e com o próximo.

Sei que estou apenas no início dessa longa caminhada, mas já posso sentir o prazer de saber que, hoje, estou muito mais livre, leve e solta do que ontem. rsrsrs..

PS: Ainda falarei mais sobre isso por aqui, mas, pra quem tiver curiosidade, recomendo um documentário maravilhoso sobre o tema, na Netflix, denominado Minimalism

Avante.

 

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