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Vamos nos amar?

21 ago, 2017

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Ultimamente, tenho aprendido muito mais sobre a empatia. Mais do que isso, tento fazer, em cada situação, do seu exercício uma obrigação. Mas não é fácil, confesso.

Bem, por definição, empatia quer dizer: “a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo”.

Durante toda minha ainda curta vida, eu tive – naturalmente – uma postura mais radical diante das pessoas e situações. Não que eu fosse de todo chata ou intolerante, mas alguns posicionamentos e comportamentos eram, simplesmente, indesculpáveis e, portanto, incompreensíveis.

Com o passar do tempo, ouvindo e percebendo o comportamento compreensivo do meu marido e, inclusive, lendo um pouco mais a Bíblia, tentei, conscientemente, me tornar uma pessoa menos “cri cri”.  :mrgreen: 

Percebi que a empatia nada mais é do que amar ao próximo como a mim mesma e que, se não consigo concordar com tudo, posso pelo menos tentar compreender mais sobre o que o outro sente e como vive. Entendi que praticar o amor tem tudo a ver com não julgar o vizinho e que tudo isso, que foi ensinado há mil anos, nas palavras de Cristo, é o fundamento da tão falada empatia.

Compreendi que era muito egoísmo de minha parte não relativizar as coisas e querer que as pessoas enxergassem o mundo sob a minha ótica, de acordo com as minhas experiências e, além disso, reagissem segundo os padrões que eu imaginava serem corretos, sensatos ou coerentes.

E adivinhem só? 

Como resultado, experimento, todos os dias, com cada pequeno aprendizado o quão tola eu era. Sim, muito tola.

Quantas nuances maravilhosas existem nesse mundo que eu, outrora, via em preto e branco. Quantas pessoas me mostraram que eu estava errada, que eu estava certa e até que, às vezes, ninguém precisa estar certo ou errado. Muitas vezes, precisamos apenas ser. Ser exatamente quem somos e aceitarmos o outro como ele é. 

E é assim, passo a passo, que consigo me sentir uma pessoa um pouco melhor, adquiro a capacidade de sorrir mais, julgar menos e de amar de forma mais constante. Vejo, portanto, que é possível, aqui na Terra, ainda conseguir ficar um pouco mais pertinho de Deus.

Avante.

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